quinta-feira, 10 de outubro de 2013

XANGÔ – TRONO DIVINO DA JUSTIÇA

"Meu Pai Xangô, o Senhor que é Rei da Justiça, faça  valer sempre a vontade Divina, purifique minha alma nas águas de sua cachoeira.  Se errei, conceda-me a luz do perdão. 

Faça de seu peito largo e forte meu escudo para que os olhos de meus inimigos não me encontrem. 

Empresta-me sua força de guerreiro para combater a injustiça e a cobiça. 

Que seja feita a justiça para todo o sempre. 

Conceda-me  a graça de receber sua luz e sua proteção.  Minha devoção te ofereço.

Kawô Kabecile! Salve Xangô!"

Xangô é o Orixá guardião do ponto de força da justiça, é o senhor do fogo e como tal age quando decide punir os que afrontam a Lei do Criador, lei esta que é como a rocha que esmaga e aniquila a todos que carregam seu peso sobre os ombros. 


Sempre disposto a nos ouvir, se nossa demanda for justiça, nos acompanhará, e se for injustiça, nos esclarecerá e se mesmo assim não o ouvirmos, seremos então submetidos aos rigores da Lei, que são o seu reverso. Sua Luz é o amparo, seu fogo é a purificação, pois somente pelo fogo o minério bruto e imperfeito é fundido e temperado, assim eliminando toda sua impureza se tornando perfeito. 


Como já vimos tudo na vida tem seu dois lados: o positivo e o negativo, a Luz e a Escuridão, o Bem e o Mal. Sendo assim todos os homens também tem estes dois lados e a facilidade de ir de um para o outro, de acordo com a situação que vivencie, temos então que buscar o equilíbrio entre eles, não sendo omissos em respeito aos nossos atos, sabendo admitir nossos erros, procurando corrigi-los e sendo humildes em recuar a uma situação onde o mal esteja prevalecendo, buscando o conhecimento e as forças necessárias para melhor combatê-lo, pois assim permaneceremos sempre em uma escala ascendente de evolução e não afundados em nossa própria arrogância. 


Quem compreende o verdadeiro sentido das leis do equilíbrio e a ela se submete, estará sempre por ela amparado. Mas quem ousar a desafiá-la e tentar fugir dela, por ela será "castigado" e "abandonado". Por outro lado quem se redimir e reconhecer seus erros e se curvar a ela, a terá de volta ao seu lado. Que ninguém use os mistérios Divinos pra prejudicar ninguém, senão irá passar pela balança de Xangô, e o peso da lei o atirará nas trevas. 


De todos os orixás da Umbanda, Xangô apesar de rígido, sério e calado, é o que mais gosta de falar da lei, e se todos que o procurarem tiverem a paciência e a humildade necessária para entendê-lo, serão lentamente envolvidos por seus fluidos energéticos equilibradores, se restabelecendo. 

Podemos observar que as pessoas que são regidas por Xangô se destacam pela obstinação, pela inteligência, por serem ponderadas, e por honrarem sua dignidade e seu brio, mas quando se deixam levar pelo ego se tornam mesquinhos, extremamente vaidosos, conservadores, intolerantes e orgulhosos. 

Xangô é o Orixá da Justiça, o Senhor dos Raios e Trovões, é aquele que coordena todas as leis cósmicas do Criador, seu elemento fundamental é o Fogo e a Terra, sua cor é o marrom, seu dia da semana é quarta-feira, seu ponto de força e vibração são os raios e trovões, são as pedreiras nas montanhas, rios cachoeiras e mares e sua saudação é "Kawô Kabecile". 

Alguns descrevem sua força de atuação dizendo que o Xangô da Pedra Branca ampara, enquanto o Xangô da Pedra Negra executa. O das cachoeiras e mares purificam, assim também como o do fogo que queima tudo o que há de ruim em nós. O Xangô da Terra ampara os que caíram e aguarda que despertem de sua ignorância, o dos raios é o que traz as Leis Divinas do Alto para a Terra, e o do tempo é o que julga a duração das penas da Lei. 

Se todos pudessem buscar conhecer os mistérios de Xangô, agiriam com mais equilíbrio, se policiando para que não sejam submetidos aos rigores da lei. Que ninguém desafie as Leis Divinas, se não, encontraram muitas pedras em seu caminho, todas colocadas por Xangô, o Orixá da Justiça e do Fogo purificador.

Sincretismo São Jerônimo, São João Batista e São Pedro
Reino na Natureza Pedreiras
Linha de Vibração Justiça / Razão
Símbolo Oxê (Machado de dois lados)
Saudação Kawô Kabecile
Cor Marrom
Dia Comemorativo 30 de setembro, 24 de junho, 29 de junho
Dia da Semana Quinta, no TEDES, e Quarta nas demais correntes.
Ervas
Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de

Mangueira, Erva de Xangô, Alevante, Quebra-Pedra, Alfavaca Roxa, Musgo de Pedra
Planeta
Júpiter
For e essência
Cravos vermelhos e brancos
Fios e contas
Marrom



 

PRECES
Oh! Senhor dos Trovões. Pai da Justiça e da retidão. Orixá que abençoa os injustiçados e castiga os mentirosos e caluniadores. Defenda, meu Senhor, minha casa, minha família dos inimigos ocultos, dos ladrões e dos mentirosos. Oh! Xangô rogo-te as vibrações de amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo. Kaô Cabecilê!
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Senhor de Oyó. Pai justiceiro e dos incautos. Protetor da fé e da harmonia. Kaô Cabecilê do Trovão. Kaô Cabecilê da Justiça. Kaô Cabecilê, meu Pai Xangô. Morador no alto da pedreira. Dono de nossos destinos. Livrai-nos de todos os males. De todos os inimigos visíveis e invisíveis. Hoje e sempre, Kaô meu Pai!
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Salve Xangô! Orixá de grande força e harmonia.
Protetor dos injustiçados e advogados das boas causas.
Pedimos que nos envie um raio de luz e uma faísca de seu incomensurável poder, a fim de abrandarmos a violência de nossa manifestações de ódio e de rancor contra os nossos semelhantes. Mostrai-nos o caminho certo, para cumprirmos a missão que foi determinada pelo Pai. Se nossos erros ou nossas faltas nos desanimarem, deixai-nos sentir a sua presença, para seguir suas pegadas no caminho da fé e da caridade, para que assim possamos levar a Sua Justiça por toda a eternidade. Assim seja!
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Kaô cabecilê, grita Zambi, e ecoa em todos os cantos da Terra, na força do Criador, Sarava Xangô Orixá maior, dono de todas as cabeças. Repicam os grandes Atabaques da Lei de Umbanda, Kaô cabecilê, Rei do Nagô, nós sentimos sob a força de vossa vibração os fluídos benéficos de tua luz. Rei da Justiça, soberano da Sabedoria, abre seus braços sobre nós e esclareça os nossos dirigentes para que não se choquem em emoções pessoais. Kaô Cabecilê, vejo tua Pena de Ouro, tua Machada, tua Chave, tua Sabedoria presentes neste Conga. Senhor dai-nos força e perdoai-nos se vós o ofendemos com nossos atos ou palavras, oh Orixá da palavra e da escrita. Sarava todos os Xangôs, Kaô Alafim, Achê, Agojô, Agogô, Aganjú e Sarava Xangô Laiara é hoje dia de Xangô, Kaô, Alafim e Agojô te dedicamos este nosso Adarrum. Sarava Xangô Kaô Cabecilê. Que assim seja para todo e sempre!
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Poderoso Orixá de Umbanda, Pai, companheiro e guia. Senhor do equilíbrio e da justiça. Auxiliar da Lei do Carma, Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade, Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições, Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras, Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade, Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões, Ingratidões, antipatias, falsidades, Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
Kaô Cabecilê Xangô!
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Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça, faça valer por intermédio de seus doze ministros, a vontade Divina, purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo, para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro, para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço.
Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor, conceda-me a graça de receber sua luz e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô!
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Oração dos doze Ministros de Xangô

Salve São Jerônimo, São João e São José!
Sarava, oh poderoso Pai Xangô!
Sarava os Doze ministros de Xangô!
Sarava meu pai Xangô e seus doze ministros da sua corte, grande Orixá, rei da justiça.
Senhor do trovão raiado olhai por mim no poder desta reza. Xangô poderoso, pai bondoso, mas justiceiro, peço aos teus Doze Ministros por mim, para que me absolva no seu grande tribunal do céu e da terra.
Doze pedras sustentam tua coroa no mais alto dos penhascos, que pai Zambi te deu. Olhai por mim, meu pai. Doze Ministros, Doze coroas, Doze meses do ano eu vencerei e vencerá quem estiver ao meu lado, pois assim, o meu pai, o senhor Xangô, quer.
Ao 1º Ministro Eu peço pela minha saúde
Ao 2º Ministro Eu peço vitória em tudo que eu queira e mereça.
Ao 3º Ministro Eu peço perdão pelas minhas faltas
Ao 4º Ministro Eu peço Amor, e que ele nunca me falte, que eu possa também dar a quem não tem.
Ao 5º Ministro Eu peço justiça e que ela seja feita conforme sua vontade
Ao 6º Ministro Eu peço coragem na luta, e nunca fugir dela.
Ao 7º Ministro Eu peço sabedoria nas decisões.
Ao 8º Ministro Eu peço autoridade para mandar pra longe de mim os inimigos.
Ao 9 Ministro Eu peço fartura na minha vida e na minha casa.
Ao 10º Ministro Eu peço verdade a qualquer custo.
Ao 11º Ministro Eu peço união com os meus e a todos que estejam do meu lado.
Ao 12º Ministro Eu peço a Misericórdia de Xangô,
Pois essa é a reza de invocação aos doze ministros.
E com esta reza eu estarei protegido, estarei guardado pelo poder,
Pela Luz e pela Glória do senhor da Justiça.
Kaô Cabecilê! Meu Pai Xangô.
Que assim seja!
E para sempre seja louvado!       

IANSÃ – A LEI EM AÇÃO




"Iansã, grande guerreira, Orixá dos raios e dos ventos, ajude-me com sua energia a vencer as lutas e as dificuldades. Oyá, senhora dos ventos e das tempestades, coloco em tuas mãos minhas ações, meus desejos e preocupações.  Em tua Luz, consagro todos os minutos e horas do meu dia, para que eu compreenda todo bem que precise fazer, e tenha força para não ceder ao mal que venha bater em minha porta.  Que eu seja mais fraterno, compreensivo e capaz de perdoar.  Guie meus passos no caminho do bem e do amor; e que hoje, mais que ontem, possa contar com suas orientações e bênçãos. Com sua espada haverei de cortar a inveja e a falsidade de meus inimigos.  Retirai as vendas que me impedem de enxergar a verdade. Com a força de seus raios, peço que acenda a chama da vida aos desenganados e dê a força necessária para que continuem lutando na busca da cura de seus males. 
Êpa, Hei! Sarava Iansã!"

Iansã é a rainha das tempestades e ventos, Senhora da Justiça, a Orixá do tempo, responsável juntamente com Ogum na execução dos carmas na Linha da lei onde Xangô é o Juiz. É representada na Umbanda pelo símbolo de um raio, seu dia da semana é quarta-feira, sua cor é o Amarelo-coral e sua saudação é "Epa Hey".

Seu campo de atuação é o tempo, este que é a execução da Lei para aqueles que subverteram seus princípios básicos, ele age de forma imperceptível sobre as almas daqueles que deixaram o corpo e vagam a procura de seu plano vibratório, conduzindo-as conforme os desígnios dos executores do carma, pois o tempo é a própria sentença da Lei em execução, tanto na forma de castigo como na de recompensa. Quando temos pesados débitos para saldar e aceitamos passivos e humildes a execução da lei, o tempo é generoso, mas quando nos revoltamos contra a lei o tempo se torna eterno, nos fazendo perder o contato com a própria realidade.

Iansã como Orixá do tempo é implacável, mas justa em sua execução. O tempo é o meio entre o Alto e o Baixo, seu reino não pertence nem a Luz nem as Trevas e como age tanto na Luz quanto nas trevas não temos como escaparmos de suas malhas, pois ele não tem limites.

Iansã também é um Orixá da lei, que tem junto com Ogum a função de levar a todos os planos as mensagens de Xangô, que é o guardião das Leis. A Ela compete agir com o rigor exigido para o reequilíbrio astral dos espíritos. Ela distribui aos eguns, espíritos desencarnados, o fluido que sacia sua sede de clemência diante da lei, purificando-os antes de encaminhá-los a seus planos para lá cumprirem seus carmas. Ela também é encarregada de executar a justiça dentro do campo Santo, ou cemitério, onde Ela é a própria espada da Justiça, agindo de forma rigorosa sobre aqueles que lá ficaram presos pelos débitos adquiridos em sua passagem na carne e para isso tem como colaboradores os Exus de Lei e eguns redimidos, que ao servirem-na procuram apagar as marcas da lei.

Iansã também atua através do Ar, e por isso não tem um ponto de força específico, pois o ar se encontra em qualquer lugar. Sua força é a própria força do ar em movimento e seu poder é imenso, sua manifestação é gélida, causando tremores a quem dela se aproxima.

Quando alguém vai em busca de seu auxílio e está com a justiça ao seu lado, tem a mais poderosa força a sua disposição, pois quando Iansã volta a sua face luminosa para alguém justo, este é amparado por onde passar.

As pessoas que são regidas por Iansã são leais, determinadas, distintas, resistentes, dominadoras, corajosas e extremamente sedutoras, mas quando se deixam levar pelo ego se sobressaem pela falsidade, pela luxúria, pelo ciúme exagerado, se tornando violentos e fúteis e cultivando hábitos viciosos.

Isto é Iansã, a Orixá dos ventos e das tempestades, aquela que executa as sentenças carmicas. Se todos a conhecessem realmente, não a invocariam por motivos fúteis, pois como a Lei, Ela é rigorosa em sua cobrança e imparcial em sua execução. Infeliz daqueles que caírem sob seu poder na execução da justiça. Conscientes disto possamos sempre estar atentos aos nossos atos para que possamos sempre contar com Iansã ao nosso lado, com seu imenso poder de atuação e com sua espada que é o símbolo da justiça e da execução do carma.






IANSÃ
Sincretismo Santa Bárbara
Reino na Natureza Ar / Pedreira
Linha de Vibração Justiça / Execução Kármica / Maturidade
Símbolo Abebé (Raio)
Saudação Epa Hei
Cor Amarelo Coral
Dia Comemorativo 04 de dezembro
Dia da Semana Quinta, no TEDES, e Quarta nas demais correntes.
Ervas Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca , Erva de Santa Bárbara, Cravo da Índia, Louro.
PlanetaJúpiter e Lua. Associada também em Mercúrio
For e essênciaFlores em tonalidades amarelo e coral. Essência de Patchouli
Fios e contasAmarelo, laranja, dourado, vermelho
ComidasAcarajé, bobó, inhame

Deve-se assinalar que Iansã, é uma subvibração enfeixada dentro da vibração Iemanjá.

Logicamente, muito do que se diz sobre Iemanjá também se aplica a Iansã, já que existe entre as duas forças uma relação de continência, contudo deve-se acentuar que a vibração Iansã, conquanto representativa do eterno feminino universal, traz em si o princípio da ação, da vontade direcionada, da capacidade de luta e conquista dos objetivos, lembrando que essa prerrogativa não é privilégio do polo Yang da natureza, mas um atributo legado por Deus a ambos os gêneros.

Esse fato valeu a Iansã na imagística dos africanos a alcunha de Orixá Guerreira, aquela que, segundo as lendas, combatia ao lado de Xangô.

Os combates que Iansã representa são, na verdade, as lutas enfrentadas pelas mulheres na superação das dificuldades, dos desafios da vida, na batalha pela sobrevivência e pela transformação da realidade objetiva, em parceria com seus companheiros, afinal criar e educar filhos equivale a vencer uma guerra, mas é mais meritório; ser o sustentáculo moral de uma família tem mais valor do que defender um império.


PRECES




Salve Iansã, Orixá dos ventos. Rainha das tempestades.
Mãe que afugenta para bem longe os que nos querem fazer mal.
Deusa guerreira e corajosa, que defende seus filhos com a espada de cobre.
Mãe da alegria e do bom viver, que teus ventos abra meus
Caminhos, encoraje minha Alma e alegre meu coração.
Ê PARREI OYÁ!
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Sarava Iansã a grande guerreira, Orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e as dificuldades.
Sarava Senhora Rainha dos ventos proteja todos nós.
Oyá Deusa do rio Niger, senhora dos ventos e das tempestades. Coloco em tuas mãos minhas ações na luz de tua luz, eu te consagro todos os minutos e horas desse dia, meus trabalhos, minhas preocupações, meus desejos, os meus lazeres são teus.
Daí - me hoje a tua luz poderosa para que eu compreenda todo bem que preciso fazer e tenha força para não ceder o mal que tenta bater em minha porta, que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e capaz de perdoar.
Dirija meus passos no caminho do bem e do amor, e hoje mais que ontem todos nós possamos contar com sua orientação, com a tua benção, com o teu amor.
Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam de enxergar a verdade.
Dando conformação aqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós te pedimos, que acenda a chama da vida dos que estão desenganados, de a eles força para continuar lutando na cura de seus males.
Sarava Iansã majestosa Senhora a vossa proteção em vosso louvor em brado unidos saudamos.
Êpa Rei Iansã !
.......................................
Oiá… Oiá… nossos passos. Iansã, Deusa máxima do Cacurucaia… Bamburucena, Rainha, Mãe e Protetora. Eparrei nossa mãe Divina. Deusa divina dos ventos e das tempestades. Deixa-nos sentir também a tua bonança. Iansã dos relâmpagos, dá-nos uma faísca da tua graça divina. Eparrei, Eparrei… Oiá!
Iansã protetora nas grandes demandas, nas grandes tempestades, Abranda esta tormenta que a minha vida invade. Fazei que eu caminhe com o amparo de vossas mãos, Para que eu seja mais firme em meu pensamento e minha razão. Perdoe-me as minhas faltas, Ajudando-me a ver onde está mais escuro, na minha estrada terrena.
Assim Seja!

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Nossa gloriosa Mãe Iansã, receba-nos em seus braços, na certeza de que a senhora velará por nós. Defenda-nos das invejas, do negativismo e das demandas; que com seu vento a senhora varra todas as nossas dúvidas e que o fogo do seu amor aqueça os nossos corações. Iansã, rainha de Xangô, rainha dos raios, contemplando a sua beleza, nós, seus filhos de fé e admiradores, num ato de humildade levamos nossos corpos ao chão, diante dos seus pés, numa prova de reverência, fé e amor. Senhora rainha, que a sua espada defenda todos os seus filhos e que a sua coroa brilhe nas nossas mentes, assim como brilha sempre ao raiar do sol e com isso possamos enxergar ainda mais os caminhos pelos quais nos vemos obrigados a passar. Neste momento de fé Iansã, olhe e abrande a dor dos seus filhos que padecem.
Eh pa hei Oya!
..........................................
Ó gloriosa Mãe guerreira, dona das tempestades,
Protegei-me eu e minha família contra os maus espíritos,
Para que eles não tenham forças de atrapalhar minha caminhada,
E que não se apossem da minha luz.
Ajudai-me para que as pessoas más intencionadas
Não destruam minha paz de espírito.
Mãe Iansã, cubra-me com seu manto sagrado,
E leve com a força dos seus ventos tudo que não presta para bem longe.
Ajudai-me na união da minha família, para que a inveja
Não destrua o amor que há em nossos corações.
Mãe Iansã, em vós eu creio, espero e confio!
Que Assim seja e Assim será!   

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Diálogo com as Sombras

Diálogo com as Sombras - Hermínio C. Miranda
Descrição: Se o leitor participa de sessões mediúnicas, seja qual for a sua função no trabalho de assistência, a leitura deste livro será de grande utilidade. Depois de analisar encarnados e desencarnados no que tange às suas emoções, envolvidas nesses contatos, sugere técnicas e recursos, baseado em atendimentos dos quais participou, descrevendo o desenvolvimento do diálogo entre comunicante e esclarecedor e aborda aspectos relacionados com a linguagem, a prece, o passe e desdobramentos. Hermínio dá, também, orientações sobre a formação do grupo, preparo e educação de seus componentes encarnados e tece comentários sobre os desencarnados, tanto os que vêm ajudar quanto os que são trazidos para ser ajudados. Sendo o autor um espírita de vasta experiência no intercâmbio com o plano espiritual, sua contribuição é de valor inestimável para os que já se dedicam, ou pretendem se dedicar aos irmãos sofredores invisíveis, como médiuns de incorporação, ou esclarecedores.
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Consagração do Lar

Dentro do Círculo Infinito da Divina Presença, que me envolve inteiramente, afirmo:
 
Há só uma presença aqui - é a da Harmonia, que faz vibrar todos os Corações de Felicidade e Alegria.
Quem quer que aqui entre, sentirá as vibrações da Divina Harmonia.
 
Há só uma presença aqui - é a do Amor. Deus é o Amor que envolve todos os seres num só sentimento de unidade.
Este recinto está cheio da presença do Amor. No Amor eu vivo, me movo e existo.
Quem quer que entre aqui, sentirá a Pura e Santa presença do Amor.
 
Há uma só presença aqui - é a da Verdade.
Tudo o que aqui existe, tudo o que aqui se fala, tudo o que aqui se pensa é a expressão da Verdade.
Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Verdade.
 
Há só uma presença aqui - é a da Justiça. A Justiça reina neste recinto.
Todos os atos aqui praticados são regidos e inspirados pela Justiça.
Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Justiça.
 
Há só uma presença aqui - é a presença de Deus, o Bem.
Nenhum mal pode entrar aqui. Não há mal em Deus. Deus, o Bem, reside aqui.
Quem quer que aqui entre sentirá a presença Divina do Bem.
 
Há uma só presença aqui - é a presença de Deus, a Vida.
Deus é a Vida essencial de todos os seres, é a Saúde do corpo e da mente.
Quem quer que aqui entre sentirá a Divina presença da Vida e da Saúde.
 
Há uma só presença aqui - é a presença de Deus, a Prosperidade.
Deus é Prosperidade, pois Ele faz tudo crescer e prosperar.
Deus se expressa na Prosperidade de tudo o que aqui é empreendimento em seu nome.
Quem quer que aqui entre, sentirá a Divina presença da Prosperidade e Abundância.
 
Pelo símbolo Esotérico das Asas Divinas, estou em vibração harmoniosa
com as correntes universais da Sabedoria, do Poder e da Alegria.
A presença da Divina Sabedoria manifesta-se aqui.
A presença da Alegria Divina é profundamente sentida por todos os que aqui penetram.
 
Na mais Perfeita Comunhão entre o meu eu inferior e o meu Eu Superior, que é Deus em Mim,
consagro este recinto à perfeita expressão de todas as qualidades Divinas que há em mim
e em todos os seres.
 
As vibrações de meu Pensamento são forças de Deus em mim,
que aqui ficam armazenadas e daqui se irradiam para todos os seres,
constituindo este lugar um centro de emissão e recepção de tudo quanto é Bom, Alegre e Próspero.
 
Oração: Agradeço-te, ó Deus, porque este recinto está cheio de Tua Presença.
Agradeço-te, porque vivo e me movo por Ti.
Agradeço-te, porque vivo em Tu Vida, Verdade, Saúde, Prosperidade, Paz, Sabedoria, Alegria e Amor.
Agradeço-te, porque estou em Harmonia, Amor, Verdade e Justiça com todos os seres.
Assim Seja ! Amém!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

REENCARNAÇÃO

               Reencarnação é o processo pelo qual o espírito, estruturando um corpo físico, retorna, periodicamente, ao polis sistema material. Esse processo tem como objetivo, ao propiciar vivência de conhecimentos, auxiliar o espírito reencarnante a evoluir.
          O reencarne obedece a um princípio de identidade de frequências, ou seja, o espírito reencarna em um determinado continente, em um determinado país, em uma determinada região desse país, em uma determinada localidade dessa região, com determinadas características culturais (idioma, usos, costumes, valores, tradições, história etc.), bem como em uma determinada família, de acordo com a sintonia que a frequência do seu pensamento consiga estabelecer em relação a cada um desses elementos.
          O espírito realiza a reencarnação conscientemente, inclusive traçando o seu próprio plano geral para a existência material que está se iniciando. O espírito reencarnante, de acordo com suas limitações, será mais ou menos auxiliado por espíritos com mais conhecimento e com os quais tenha afinidade. No entanto, se não estiver suficientemente equilibrado ou consciente, será orientado no planejamento de sua passagem pelo polis sistema material.
          Todavia, reencarnado o espírito, inicia-se o processo de existência corporal no polis sistema material. É um processo aberto, pois a trajetória pessoal do encarnado segue o exercício do seu livre-arbítrio. Portanto, não há que se falar em destino, em caminhos previamente traçados.
          O espírito encarnado, fundamentando-se em seu existente (a bagagem de conhecimentos e experiências adquiridos ao longo de toda a sua história, seja encarnado, seja desencarnado), passa a exercitar sua capacidade, a constatar e desenvolver suas potencialidades, enfim, passa a construir seu momento presente e seu momento futuro. Vai enfrentando contradições, dificuldades, obstáculos, facilidades, administrando encontros e desencontros, permanecendo no seu plano geral ou se desviando em função de algumas variáveis do processo, mas sempre de acordo com sua vontade.
          No exercício do livre-arbítrio, o espírito encarnado vai construindo seu equilíbrio ou seu desequilíbrio, de acordo com a maneira pela qual enfrenta as situações e a vida. Vai, por assim dizer, determinando-se, segundo a natureza de seus pensamentos e atos. Por menos que faça, ou por mais que se desequilibre, o espírito sempre alcança progressos em um ou outro aspecto do seu ser.
          A evolução não está necessariamente vinculada ao tempo de vida material, mas à intensidade com que ela é vivida. A quantidade de experiências e o aproveitamento que é feito delas é fundamental para o crescimento do espírito, não importando se as experiências estão sendo vivenciadas no polis sistema material ou espiritual.
          É de se ressaltar que, entre uma encarnação e outra, o espírito continua trabalhando, continua aprendendo, continua evoluindo, de modo que ele não reencarna no mesmo estágio em que desencarnou.
          A Doutrina Espírita trabalha, atualmente, com a hipótese de que o processo reencarnatório envolve os conceitos de missão, provação, expiação e carma.
          Vale ressaltar que no entendimento atual da Doutrina, os processos reeencarnatórios apresentam facetas desses quatro conceitos, mas que algumas reencarnações podem apresentar o predomínio de algumas dessas características. Eles não são consequência de uma interferência ou controle externo ao espírito reencarnante, descartando-se portanto qualquer ideia de castigo, punição ou recompensa. Eles são decorrentes da lei de causa e efeito e das condições de equilíbrio e harmonia do espírito.
          Missão é a situação na qual o espírito reencarnante aplica conhecimentos internalizados a favor de uma pessoa ou do grupo de sua convivência.
Provação é a situação na qual o conhecimento em processo de acomodação e internalização deve ser vivenciado; é a situação na qual o espírito é desafiado ao limite de seu conhecimento.
          Expiação não se refere à aplicação de conhecimento, mas, sim, a uma consequência de um conhecimento aplicado, que provocou consequências difíceis, desagradáveis, muitas vezes dolorosas, que o seu responsável deverá enfrentar.
          Carma ainda é um conceito útil dentro da concepção da Doutrina, desde que se esteja atento para o seu significado, diverso do de outras Doutrinas. Para o Espiritismo, carma caracteriza a situação na qual o espírito está enfrentando as consequências de atos seus que lhe provocaram um desequilíbrio muito intenso, tanto em qualidade como em quantidade, e que, pela sua intensidade, o espírito poderá levar toda uma encarnação, ou mais de uma, para recuperar seu equilíbrio.
          A pessoa em desequilíbrio estará sempre em recuperação tanto pela sua reação própria como pela ajuda de outras pessoas ( curar, aliviar, consolar; conhecimento técnico, moral e afetivo). O que varia é apenas o tempo necessário para que o equilíbrio seja novamente retomado. É importante frisar que as dificuldades que o espírito encarnado encontra em seu cotidiano muitas vezes não são explicadas pela reencarnação. Reencarnação não explica tudo. Há muitas situações de desequilíbrio causadas em sua encarnação atual.
          Em resumo, reencarnação não serve para explicar tragédias e desgraças; não serve para esconder a ignorância, não serve como desculpa ao imobilismo; não serve como consolo para aquelas situações que deveriam ser modificadas e não o são; não serve para destacar o passado e paralisar o presente. Reencarnação é oportunidade de aprendizado, é oportunidade de se aplicar o que se sabe e superar as limitações através de vivências sucessivas no polis sistema material. Reencarnação é afirmação da unidade e da continuidade da vida.
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fonte: Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas

LIVRE ARBÍTRIO

          Para a Doutrina Espírita não há destino, não há predestinação, não há sorte ou azar. O futuro é construído todos os dias. Através de pensamentos e ações, o espírito e seu grupo cultural escolhem e determinam seus caminhos, exercitando uma característica indissociável do ser inteligente: o livre-arbítrio.
          A evolução é o fundamento da vida e ocorre pela aquisição de conhecimentos em sentido amplo: técnico, afetivo, emocional, moral, filosófico, científico, religioso.
          O espírito adquire conhecimentos novos através das experiências, vivências e convivências acumuladas ao longo de sucessivas situações pelas quais passa, tanto no polis sistema espiritual como no material.
          Ao somar conhecimentos novos, o ser modifica a visão que tem de si mesmo, dos outros, do mundo e de Deus, ou seja, amplia a sua consciência, evolui. O conhecimento e o comportamento resultantes das situações enfrentadas delimitam um caminho próprio para cada ser inteligente. De acordo com as suas escolhas, ele tem experiências diferentes e, em consequência, conhecimentos diferentes, que desenham uma sequência própria que lhe confere individualidade. Na construção do perfil que caracteriza como único cada espírito (inteligência, afeto, sentimento, valor, consciência) a liberdade de escolha, o exercício do livre-arbítrio, é o que permite ao ser inteligente alcançar os objetivos da vida.
          Os segmentos de conhecimento acumulados pelo espírito no decorrer de suas experiências determinam, proporcionalmente, uma capacidade de entendimento, compreensão e construção. O conhecimento que o espírito possui permite que ele solucione várias situações da vida. Dentro do limite do que já é conhecido pelo espírito as situações não se constituem em dificuldade e a sua resolução contribui para que os que convivem com o espírito alcancem, também, o conhecimento que ele domina.
          Entretanto, como as experiências vividas são limitadas, o que o espírito sabe também é limitado. As dificuldades apresentadas na superação de algumas situações indicam as limitações do espírito.
          A solução, o conhecimento capaz de resolver a dificuldade, no entanto, não se encontra pronta; deve ser construída, adaptada às características únicas da situação e das pessoas envolvidas. A construção da resposta se faz da própria experiência do espírito ou da experiência acumulada pelo outro, encarnado ou desencarnado, que será adaptada ao edifício de conhecimentos do espírito, de acordo com a sua capacidade de raciocínio, seus sentimentos, seus valores e seu entendimento. É a liberdade de escolha que determina quais segmentos de conhecimento, tanto em qualidade como em quantidade, serão assimilados e como serão acomodados e equilibrados em relação aos conhecimentos que já constituem o ser, de forma coerente, para sustentar comportamentos.
          As situações que o espírito enfrenta ao longo de sua trajetória, tanto no polissistema espiritual como no material, podem ser uma conseqüência direta de suas atitudes anteriores, ou podem ser condicionadas por variáveis além do seu controle. Entretanto, a escolha que o espírito adota diante da situação apresentada é de sua completa responsabilidade. Dentro dos limites de seu entendimento, o espírito é responsável pelas conseqüências, efeitos, desdobramentos e novas situações geradas a partir de suas decisões.
          Diante do desafio e de acordo com sua liberdade de escolha, a resposta do espírito poderá estar situada entre o "hediondo" e o "sublime". No entanto, com maior probabilidade, a resposta será compatível, coerente, com as decisões anteriores que a pessoa já tomou. Haverá escolhas mais ou menos adequadas para um certo espírito em um dado momento. Como os caminhos são múltiplos e as situações enfrentadas são diferentes, as respostas deverão ser diversas. O critério para se encontrar a resposta mais adequada será sempre individual. A coerência entre a verdade alcançada e a sua prática deverá nortear a escolha consciente. Quanto maior o cruzamento de experiências que puder ser mobilizado e considerado antes da tomada de decisão, maior a probabilidade dela estar coerente com a história de vida da pessoa até então; maior a chance da decisão preencher a necessidade do espírito naquele momento. O autoconhecimento, portanto, é fundamental, para o exercício pleno do livre-arbítrio.
          Escolhas que afastem o ser inteligente da coerência com sua história propiciam desdobramentos com menor qualidade ou quantidade de experiências e, conseqüentemente, reduzem o aproveitamento daquela seqüência de experiências.
          Muitas vezes, no entanto, as conseqüências de uma atitude ou pensamento podem não ser tão significativas. A escolha pode alterar a ênfase e a direção da trajetória, modificando as possibilidades existentes, mas sem conotação positiva ou negativa. As experiências possíveis, após a decisão, passam a ser diferentes das planejadas, mas igualmente significativas para a evolução do espírito na medida em que segmentos diferentes de conhecimento são explorados.
          As conseqüências que se seguem ao exercício de escolha, propiciam experiências que vão contribuir para o crescimento do espírito na medida em que ele, consciente, se empenhe em aproveitá-las. O espírito cresce na medida em que se esforça por preservar ou ampliar as experiências que são favoráveis ou modificar as que não são adequadas.
          O exercício do livre-arbítrio sofre a influência dos chamados paradigmas da cultura, da inteligência e da contingência, que podem potencializar ou dificultar o seu exercício pleno.
          As influências sobre o livre-arbítrio são em primeiro lugar relativas ao conhecimento alcançado. Quanto maior o domínio sobre um segmento de conhecimento, tanto maior será o entendimento e a responsabilidade sobre as decisões. As decisões tomadas por uma pessoa, no exercício de seu livre-arbítrio, podem alterar, potencializar ou limitar o exercício do livre-arbítrio de outras pessoas.
          O exercício do livre-arbítrio é tanto uma atividade individual como do grupo social. As limitações e as capacidades do espírito se relacionam com as do grupo. As limitações e as capacidades do grupo refletem a soma da mentalidade de seus membros, determinando uma massa crítica que sustenta ou inibe algum tipo de comportamento. O meio cultural, no qual um espírito está encarnado, determina um quadro dentro do qual ele passa a se mover. Este quadro facilita atitudes e comportamentos na medida em que algumas soluções já experimentadas estão à disposição como exemplo. Em contrapartida, pode limitar, ao aceitar apenas comportamentos com características aceitas pelo grupo, dificultando a exteriorização das potencialidades do espírito. Atitudes que atuem contra a mentalidade dominante do meio cultural exigem maior esforço para a sua sustentação, necessitando do apoio de um referencial diferenciado.
          O grupo cultural evolui, muda seu comportamento, na medida em que seus membros evoluem, ou seja, esforçam-se para romper suas limitações, que também são, em parte, as do grupo. O grupo, não esquecendo de considerar aqui a família, pode determinar, criticar, inibir, sustentar, reforçar, permitir, propiciar, direcionar, induzir, limitar e estimular pensamentos e atitudes. O meio cultural é a maneira pela qual uma pessoa compartilha suas experiências com os outros.
          A inteligência, como capacidade de resolver problemas, determina uma ou algumas abordagens preferenciais que selecionam o que será considerado como problema, as respostas alcançadas e os caminhos que serão utilizados. Se há facilidade por um lado, por outro limitam-se as opções. A forma pela qual a cultura, associada às características biológicas estruturou a inteligência, direciona a solução de problemas.
          Há ainda, afetando o livre-arbítrio, as chamadas contingências, entendidas como incertezas sobre se uma coisa acontecerá ou não, o que pode ou não suceder, o eventual, o incerto, determinado por variáveis fora do controle da vontade da pessoa ou grupos envolvidos.
          O espírito que reencarna se submete a algumas condições pelo fato de estar na Terra que também afetam o exercício do livre-arbítrio. A alimentação, o sono, o envelhecimento, as limitações do físico, da visão, da audição, as formas de comunicação, as condições do meio ambiente, etc.
          Dentre os conceitos fundamentais que compõe o núcleo do Espiritismo, o livre-arbítrio é o aspecto da lei maior que sustenta a evolução do universo inteligente. Livre-arbítrio é a ação do espírito no limite de seu conhecimento, e responsável na medida de seu entendimento.
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fonte: Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas

terça-feira, 30 de julho de 2013

Oração do Agradecimento



Meu Deus, eu gostaria de dizer-te que eu amo a vida
Que para mim é bela e é consentida
Muito obrigado pelo que me deste, pelo que me dás
Muito obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz

Muito obrigado pela beleza,
Que os meus olhos veem no altar da natureza
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar
Que acompanham a ave ligeira,
Que voa fagueira pelo céu de anil
E se detém na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil

Muito obrigado ó Senhor
Porque eu posso ver meu amor
Mas diante da minha visão eu detecto cegos
Que tropeçam na escuridão,
Que andam na solidão,
Que choram na multidão,
Por eles eu oro e a Ti imploro comiseração
Porque eu sei que depois dessa lida,
Na outra vida, eles também enxergarão

Muito obrigado pelos ouvidos meus
Que me foram dados por Deus
Ouvidos que ouvem a música do cancioneiro
A música do povo, que desce do morro, na praça a cantar
A melodia dos imortais que a gente ouve uma vez e não esquece nunca mais
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro
e a dor que geme, que chora no coração do mundo inteiro

Pela minha faculdade de ouvir,
Pelos surdos eu te quero pedir
Porque eu sei que depois dessa dor
No teu reino de amor voltarão a sentir

Obrigado pela minha voz e pela sua voz
Pela voz que ama, que canta,
Que alfabetiza, que ilumina,
Que legisla, que troteia uma canção
Pela voz que Teu nome profere por sentir a emoção
Diante da minha melodia eu quero rogar por aqueles que sofrem de afazia
Que não cantam de noite, que não falam de dia
Porque eu sei, que depois dessa prova, na vida nova, eles cantarão

Obrigado pelas minhas mãos
Pelas mãos que aram, que semeiam, que agasalham
Mãos de ternura, que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos, mãos de caridade, de solidariedade
Mãos dos adeuses, que limpam feridas,
Que enxugam lágrimas, suores das vidas
Que atendem a velhice, a dor, o desamor
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio

Pelos pés que me levam a andar, sem reclamar
Muito obrigado Senhor, porque eu posso caminhar
Diante do meu corpo perfeito
Eu Te quero louvar e rogar por aqueles que são
Mutilados, aleijados, deformados, paralisados e não podem andar
Eu oro por eles porque eu sei que depois desta reencarnação
Eles poderão outra vez bailar

Muito obrigado pelo meu lar, é tão maravilhoso ter um lar
Não é importante se este lar é uma mansão ou uma tapera,
um ninho ou uma casa na favela, um bangalô, um grabato de amor
seja lá o que for, mas que dentro dele exista a figura do amor
Amor de mãe ou de pai, de mulher ou de marido, de filho ou de irmão,
A presença de um amigo, alguém que nos dê a mão,
Pelo menos a companhia de um cão,
Porque é muito doloroso viver na solidão

Mas se eu a ninguém tiver para me amar,
Nem um teto para me agasalhar,
Nem uma cama para repousar,
Nem aí reclamarei, porque eu Te tenho a Ti
E quero dizer-Te Obrigado Senhor porque eu nasci
Muito Obrigado porque eu creio em Ti
Pelo Teu amor, Obrigado Senhor.



Por Amélia Rodrigues/Divaldo Pereira Franco



ORAÇÃO DO AGRADECIMENTO


Senhor, eu quero dizer-te que eu amo a vida.
Que para mim é bela e é consentida.
Muito obrigado Senhor pelo que me deste, pelo que me dás.
Muito obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz.
Muito obrigado pela beleza,
Que os meus olhos veem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar.
Que acompanham a ave ligeira,
Que voa fagueira pelo céu de anil
E se detém na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil.
Muito obrigado ó Senhor.
Porque eu posso ver meu amor
Diante da minha visão eu detecto cegos
Que se debatem na escuridão,
Que choram na multidão,
Que tropeçam na solidão,
Eu oro por eles e a Ti imploro comiseração
Porque eu sei que depois dessa lida,
Na outra vida, eles também enxergarão
Muito obrigado pelos ouvidos meus
Que me foram dados por Deus
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do olmeiro
As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!
Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, a gente houve uma vez e não esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!
Pela minha faculdade de ouvir,
Pelos surdos eu te quero pedir
Porque eu sei que depois dessa dor
No teu reino de amor voltarão a ouvir.
Obrigado pela minha voz mas também pela sua voz
Pela voz que ama, que canta,
Que alfabetiza, que ilumina,
Que trauteia uma canção
Pela voz que o Teu nome profere por sentir a emoção
Diante da minha melodia eu quero rogar por aqueles que sofrem de afazia
Eles não falam de noite, eles não cantam de dia
Oro por eles porque eu sei, que depois dessa prova, na vida nova, eles cantarão
Obrigado pelas minhas mãos
Mas também pelas mãos que aram, que semeiam, que agasalham
Mãos de ternura, mãos que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos.
Mãos dos adeuses, que limpam feridas,
Que enxugam lágrimas, dores das vidas
Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de psicografias, de cirurgias!
Pelas mãos que atendem a velhice
A dor
O desamor!
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!
Muito obrigado Senhor, porque eu posso caminhar
Diante do meu corpo perfeito eu Ti quero louvar
Porque eu vejo na Terra aleijados, amputados, marcados, paralisados, que se não se põe a reclamar.
Eu oro por eles porque eu sei que depois desta expiação, na outra reencarnação
Eles também bailarão.
Muito obrigado por fim pelo meu lar, é tão maravilhoso ter um lar
Não é importante se este lar é uma mansão ou uma tapera, uma favela, um ninho, um grabato de dor, uma casa no caminho, um bangalô, seja o que for.
Mas que dentro dele exista a presença do amor
Amor de mãe ou de pai, de mulher ou de marido, de filho ou de irmão,
A presença de um amigo, alguém que nos dê a mão,
Pelo menos a companhia de um cão,
Porque é muito triste viver na solidão
Mas se eu a ninguém tiver para me amar,
Nem um teto para me agasalhar,
Ou uma cama para repousar,
Nem aí reclamarei, pelo contrário eu cantarei.
Obrigado Senhor porque eu nasci
Obrigado porque creio em Ti
Pelo Teu amor, Obrigado Senhor..



Por Amélia Rodrigues/Divaldo Pereira Franco


terça-feira, 18 de junho de 2013

"GUIAS" - COLARES

As GUIAS usadas na Umbanda são aqueles colares coloridos que os médiuns utilizam nos trabalhos, fazendo parte do uniforme do Umbandista. Estes “colares” são verdadeiros para-raios em defesa dos médiuns...

"Orixás" As 7 Linha ou Vibrações originais


Para entendermos um pouco mais a Umbanda, devemos primeiramente conhecer "parte" da Hierarquia Espiritual existente, desde a Divindade Suprema, bem como as suas Linhas ou Vibrações Originais.
Nesta Hierarquia, temos em primeiro plano o Absoluto - Divindade Suprema, ou seja Deus, no qual promove um Colegiado Supremo que se divide em dois tipos de Hierarquia Espiritual: a do Cosmo Espiritual e a do Universo Astral, no qual explicaremos abaixo...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Momento Espírita - Todos os Momentos

Uma maravilhosa coleção das mais belas reflexões. São dezenas de Cds, Livros e Textos que nos fazem refletir a cada momento de nossas vidas, vale a pena conferir o site Momento Espírita. Você ainda pode se cadastrar para receber os mais belos textos em sua caixa de e-mail, no Momento em casa. Abaixo uma amostra dos áudios disponíveis. Eles apenas podem ser ouvidos online, caso queira adquirir um volume é só procurar na loja Momento.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Violetas na Janela

Violetas na Janela é um romance espírita, alegadamente narrado pelo espírito "Patrícia" e psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho. Publicado pela Petit Editora, da cidade de São Paulo em 1993.

Resumo 
Pátrícia Braghini era uma jovem espírita de 19 anos, filha de José Carlos Braghini e Anézia Alba Marinzeck Braghini, que morreu após um acidente vascular cerebral em sua casa.
O enredo do livro Violetas na Janela é narrado pela jovem já desencarnada, através de sua tia, que assina a psicografia e participa de diversas passagens do mesmo. Segundo a psicografia, Patrícia, após a morte, foi resgatada por "amigos espirituais" que a levaram para a colônia espiritual chamada Colônia São Sebastião, que segundo os espíritas é uma das colônias espirituais situadas sobre a cidade de São Sebastião do Paraíso.
Patrícia reencontra no plano espiritual Amaziles (sua avó) e um grande amor de outras vidas, Frederico, além das entidades Arthur, Maurício e Antônio Carlos, que ajudam Patrícia a se adaptar à vida na colônia. Patrícia aprende a controlar a saudade durante suas visitas ao antigo lar e mandar recados para os entes queridos através da psicografia de sua tia Vera.
Patrícia ouve conselhos de diversos moradores desencarnados da colônia e depoimentos de suas vidas pessoais quando encarnados na Terra, passa a ajudar Frederico em seu consultório e logo é convidada pelos seus amigos a trabalhar em favor de pessoas recém desencarnadas no centro espírita presidido por seu pai, José Carlos.
O sucesso 
·         Violetas na Janela tornou-se um best-seller brasileiro. Em 1997 a editora vendera 300 mil cópias e em 2004 as vendas passaram para um milhão de cópias. A médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho doa os direitos do livro para entidades carentes de valor reconhecido pela sociedade.
·         O sucesso do livro culminou na adaptação da história para o teatroVioletas na janela tornou-se fenômeno de bilheteria[carece de fontes] no Rio de Janeiro e em diversas cidades do Brasil.


Polêmica 

Algumas passagens do livro, descritas por Patrícia não são aceitas por uma parte dos intelectuais espíritas, que argumentam falta de provas teóricas e doutrinárias. A passagem que mais causou polêmica é o capítulo em que o espírito afirma que foi ao banheiro em seu alojamento na colônia São Sebastião. Uma parte dos espíritas não concorda com tal afirmação, pois segundo eles, não existe histórico de tal acontecimento por parte dos milhares de espíritos que contribuíram com Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, na produção dos livros O Livro dos EspíritosO Evangelho Segundo o EspiritismoLivro dos Médiuns entre outros que servem de pilar de sustentação para a abordagem teórica dos praticantes da Doutrina Espírita.
fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.