quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

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.....Venha a nós o teu reino..." - assim rogou Jesus ao Pai Celestial, sabendo que só o Plano de Deus pode conceder-nos a verdadeira felicidade. Mas, o Mestre não se limitou a pedir; ele trabalhou e se esforçou para que o Reino do Céu encontrasse as bases necessárias na Terra.

.....Espalhou, com as próprias mãos, as bênçãos da paz e da alegria, a fim de que os homens se fizessem melhores. 

.....Uma locomotiva não corre sem trilhos adequados. 

.....Um automóvel não avança sem a estrada que lhe é própria.

.....Um prato bem feito precisa ser preparado com todos os temperos necessários. 

.....Assim também, o auxílio celeste reclama o nosso esforço. É sempre indispensável purificar o nosso sentimento para recebê-lo e difundi-lo. 

.....Sem a bondade em nós, não poderemos sentir a bondade de Deus ou entender a bondade de nossos semelhantes. 

.....Quando é noite e reclamamos: - "Venha a nós a luz", é necessário ofereçamos a lâmpada ou a candeia, para que a luz resplandeça entre nós. 

.....Se rogamos a Graça Divina, preparemos o sentimento para entendê-la e manifestá-la, a fim de que a felicidade e a harmonia vivam conosco. 

.....Jesus trabalhou pela vinda da Glória do Céu ao mundo, auxiliando a todos e ajudando-nos até à cruz do sacrifício, dando-nos a entender que o Reino de Deus é Amor e só pelo Amor brilhará entre os homens para sempre.

Autor: Meimei
Psicografia de Chico Xavier

SÃO LUIS
Paris

        25 – A encarnação é uma punição, e somente os Espíritos culpados é que lhe estão sujeitos?
        A passagem dos Espíritos pela vida corpórea é necessária, para que eles possam realizar, com a ajuda do elemento material, os propósitos cuja execução Deus lhes confiou. É ainda necessária por eles mesmos, pois a atividade que então se veem obrigados a desempenhar ajuda-os a desenvolver a inteligência. Deus, sendo soberanamente justo, deve aquinhoar equitativamente a todos os seus filhos. É por isso que Ele concede a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de ação. Todo privilégio seria uma preferência, e toda preferência uma injustiça. Mas a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, no princípio da existência, como primeira prova do uso que farão do seu livre arbítrio. Os que executam essa tarefa com zelo, sobem rapidamente, e de maneira menos penosa, os primeiros degraus da iniciação, e gozam mais cedo o resultado do seu trabalho. Os que, ao contrário, fazem mau uso da liberdade que Deus lhes concede, retardam o seu progresso. E é assim que por sua obstinação, podem prolongar indefinidamente a necessidade de se reencarnarem. E é então que a encarnação se torna um castigo.     
        26 – Observação – Uma comparação vulgar nos fará melhor compreender esta diferença. O estudante não atinge os graus superiores, sem ter percorrido a série de classes que o levam até lá. Essas classes, por mais trabalho que exijam, são o meio de atingir o fim, e não uma punição. O estudante laborioso abrevia a caminhada, encontrando menos dificuldades. Acontece o contrário com aquele que a negligência e a preguiça obrigam a repetir certas classes. Não é, porém, o estudo que constitui uma punição, mas a obrigação de recomeçá-lo em cada classe.
        É o que se passa com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está quase no começo da vida espiritual, a encarnação é um meio de desenvolver a inteligência. Mas, para o homem esclarecido, em que o senso moral está largamente desenvolvido, e que se vê obrigado a repetir as etapas de uma vida corporal cheia de angústias, enquanto já podia ter atingido o fim, é um castigo, pela necessidade em que se acha de prolongar a sua permanência nos mundos inferiores e infelizes. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente para o seu progresso moral, pode não somente abreviar a duração de sua encarnação material, mas franquear de uma vez os graus intermediários, que o distanciam dos mundos superiores.
        Os Espíritos não poderiam encarnar-se uma só vez num mesmo globo, e passar suas diferentes existências em diferentes esferas? Esta opinião seria admissível, se todos os homens estivessem na Terra, exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças existentes entre eles, desde o selvagem até o homem civilizado, revelam os graus que têm de percorrer. A encanação, aliás, deve ter uma finalidade útil. Ora, qual seria a finalidade das encarnações efêmeras, das crianças que morrem em tenra idade?
        Teriam sofrido sem qualquer proveito, nem para elas nem para os outros? Deus, cujas leis são todas soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pelas reencarnações no mesmo globo, quis que os mesmos Espíritos se pusessem de novo em contato, tendo assim ocasião de reparar as suas faltas recíprocas. E tendo e conta as suas relações anteriores, quis, ainda, fundar uma base espiritual os laços de família, apoiando numa lei natural os princípios de solidariedade, fraternidade e igualdade.
 

fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

 
Queridos irmãos, o que há com vós? Seus corações só batem? Vivem de matéria oca? Cadê o sentimento?
Tornem o mundo mais leve, o universo está um caos porque seus universos internos estão assim. Tem alguma flor plantada no seu? Alguma árvore? Alguma vida?
No lugar da discórdia, da briga, do desentendimento, deem UM MINUTO de merecimento e de DISCERNIMENTO às pessoas as quais julgam amá-las antes de abrir a boca. Será que elas não merecem pelo menos isso?
 Usem o esclarecimento no lugar de discussões, para encontrar soluções, não mais tormento.
Aqui ninguém tem o nível para poder dizer quem é o certo ou o errado. Não importa quantos certificados tenha colecionado na parede, e nem o grau de intelecto. Estão muito longe disto. Estão aqui para evolução. Evolução essa que, só conseguirão com auxilio do próximo, de quem amam. Dos que viveram mais. E isso não pode ser julgado somente por idade. Isso seria uma conduta muito superficial. Não esqueceis que vieram de muitas, e muitas vidas.
Por que tornar as coisas mais difíceis? Estão na Terra para provação, para quê provocá-la mais? Nenhum ser humano aguenta. Por isso tantos morrem. Se desligam daqui.
Sejam gratos a quem vos deu a oportunidade: Deus (que criou este plano), Jesus (que pediu a chance para evolução), e seus pais (aqueles que estão aqui pelo mesmo objetivo, mas se não fossem eles vos não teria a oportunidade que a Divindade criou.
Com vossa ignorância, o caos de cada dos 7 bilhões de corações estão exalando na Terra, a desordem está se estabelecendo. Veja o ar, o mar, a natureza.
O que faz consigo mesmo não é só responsabilidade vossa. Estão todos conectados, e um só pensamento é capaz de causar um impacto avassalador em um outro lugar, com outra pessoa que nem sabe que existe.
Sendo assim, sim, são todos responsáveis pelo seu EU interior para não interferir teu próximo, quem amas, e o plano o qual lhes foi dado para crescer. Isso se chama cumplicidade.
Cuidem-se, policiem-se. Tenham fé, humildade (dizer algo que te faça a sentir vulnerável não vos torna fraco, isso é o orgulho quem vos faz senti-lo). Quando tens humildade para pedir perdão, ou assumir algo, é sinal de fortaleza, de respeito consigo. É o mesmo sentimento de uma flor se abrindo. Ela já é linda fechada, mas transborda beleza quando aberta. Energias e perfumes que envolvem o ar.
Irradiem o amor, e uma flor se abrirá.
Irradiem um sorriso, e um coração se abrirá.
Irradiem a esperança e fé, e o mundo se transformará.
Eluz
 
 
 

Não sou feliz! A felicidade não foi feita pra mim! Exclamam geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade máxima Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude florescente, são as condições essenciais da felicidade; digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições são desejadas, uma vez que se ouvem sem cessar, no meio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se lamentarem amargamente de sua condição de ser.
Diante de tal resultado, é inconcebível que as classes laboriosas e militantes invejem, com tanta cobiça, a posição daqueles que a fortuna parece ter favorecido. Neste mundo, qualquer coisa que se faça, cada um tem sua parte de trabalho e de miséria, seu quinhão de sofrimentos e de decepções.
Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam, já que está demonstrando, por uma experiência arquissecular, que este globo não encerra senão excepcionalmente as condições necessárias à felicidade completa do indivíduo.
Em tese geral, pode-se afirmar que a felicidade é uma utopia, na busca da qual as gerações se lançam sucessivamente sem o poder jamais alcançar; porque se o homem sábio é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz nele se encontra menos.
Aquilo em que consiste a felicidade sobre a Terra, é uma coisa tão efêmera para aquele que não age sabiamente que, por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto se escoa numa sequência que de amarguras e decepções; e notai, meus caros filhos, que falo aqui dos felizes da Terra, daqueles que são invejados pelas multidões.
Consequentemente, se a morada terrestre está destinada às provas e à expiação, é preciso admitir que existem alhures moradas mais favoráveis, onde o Espírito do homem, ainda aprisionado numa carne material, possui em sua plenitude os prazeres ligados à vida humana. Por isso Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências, vos farão gravitar um dia, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.
Todavia, não deduzais de minhas palavras que a Terra esteja dedicada para sempre a uma destinação penitenciária: não, certamente! porque dos progressos realizados podeis deduzir facilmente os progressos futuros, e dos melhoramentos sociais conquistados novos e mais fecundos melhoramentos. Tal é a tarefa imensa que deve realizar a nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.
Assim, pois, meus caros filhos, que uma santa emulação vos anime, e que cada um dentre vós despoje energicamente o homem velho. Deveis tudo à divulgação deste Espiritismo que já começou a vossa própria regeneração. É um dever fazer vossos irmãos participarem dos raios da luz sagrada. À obra, pois, meus bem-amados filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a este objetivo grandioso de preparar, às novas gerações, um mundo em que a felicidade não será mais uma palavra vã.

FRANÇÓIS-NICOLAS-MADELEINE, cardeal MORLOT, Paris 1863.   

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

 
           Vossa terra é por acaso um lugar de alegrias, um paraíso de delicias? A voz do profeta não soa ainda aos vossos ouvidos? Não clamou ele que haveria choro e ranger de dentes para os que nascessem neste vale de dores? Vós que nele viestes viver, esperai portanto lágrimas ardentes e penas amargas, e quanto mais agudas e profundas forem as vossas dores, voltai os olhos ao céu e bendizei ao Senhor, por vos ter querido provar! Oh, homens! Não reconhecereis o poder de vosso Senhor, senão quando ele curar as chagas de vosso corpo e encher os vossos dias de beatitude e de alegria? Não reconhecereis o seu amor, senão quando ele adornar vosso corpo com todas as glórias, e lhe der o seu brilho e o seu alvor? Imitai aquele que vos foi dado para exemplo. Chegado ao último degrau da abjeção e da miséria, estendido sobre um monturo, ele clamou a Deus: “Senhor! Conheci todas as alegrias da opulência, e vós me reduzistes a mais profunda miséria! Graças, graças, meu Deus, por tendes querido provar o vosso servo”! Até quando os vossos olhos só alcançarão os horizontes marcados pela morte? Quando, enfim, vossa alma quererá lançar-se além dos limites do túmulo? Mas ainda que tivésseis de sofrer uma vida inteira, que seria isso, ao lado da eternidade de glória reservada àquele que houver suportado a prova com fé, amor e resignação? Procurai, pois, a consolação para os vossos males no futuro que Deus vos prepara, e vós, os que mais sofreis, julgar-vos-eis os bem-aventurados da Terra.
           Com desencarnados, quando vagáveis no espaço, escolhestes as vossas prova, porque vos consideráveis bastantes fortes para suportá-la. Por que murmurais agora? Vós que pedistes a fortuna e a glória, o fizestes para sustentar a luta com a tentação e vencê-la. Vós, que pedistes para lutar de alma e corpo contra o mal moral e físico; sabíeis que quanto mais forte fosse a prova, mais gloriosa seria a vitória, e que, se saísseis triunfantes, mesmo que vossa carne fosse lançada sobre um monturo, na ocasião da morte, ela deixaria escapar uma alma esplendente de alvura, purificada pelo batismo da expiação e do sofrimento.
           Que remédios, pois, poderíamos dar aos que foram atingidos por obsessões cruéis e males pungentes? Um só é infalível: a fé, voltar os olhos para o céu. Se, no auge de vossos mais cruéis sofrimentos, cantardes em louvor ao Senhor, o anjo de vossa guarda vos mostrará o símbolo da salvação e o lugar que devereis ocupar um dia. A fé é o remédio certo para o sofrimento. Ela aponta sempre os horizontes do infinito, ante os quais se esvaem os poucos dias de sombras do presente. Não mais nos pergunteis, portanto, qual o remédio que curará tal úlcera ou tal chaga, esta tentação ou aquela prova. Lembrai-vos de que aquele que crê se fortalece com o remédio da fé, e aquele que duvida um segundo da sua eficácia é punido, na mesma hora, porque sente imediatamente as angústias pungentes da aflição.
           O Senhor pôs o seu selo em todos os que crêem nele. Cristo vos disse que a fé transporta montanhas. Eu vos digo que aquele que sofre e que tiver a fé como apoio, será colocado sob a sua proteção e não sofrerá mais. Os momentos mais dolorosos serão para ele como as primeiras notas de alegria da eternidade. Sua alma se desprenderá de tal maneira de seu corpo, que, enquanto este se torcer em convulsões, ela pairará nas regiões celestes, cantando com os anjos os hinos de reconhecimento e de glória ao Senhor.
           Felizes os que sofrem e choram! Que suas almas se alegrem, porque serão atendidas por Deus.

SANTO AGOSTINHO, Paris, 1863

Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo